segunda-feira, 29 de junho de 2015

Não sabes a partir de que momento nem como começa. Quando dás por ti, todos os poros já estão em alvoroço e a carne num frenesim. O teu corpo quer ser tomado por quem sabe o que faz febre na tua pele, e tu entregas-te no tudo ou nada habitual. Um momento de cada vez, e ali, além daquelas duas obsessões, não existe mais nada. É dele o sexo duro que queres que te preencha os vazios, um após o outro. Uma morte após a outra. Uma insanidade tão partilhada, quanto a mistura que te escorre a ti e a ele pelo corpo, e cuja química tem um sabor diferente de qualquer outra coisa que porventura exista.
Há momentos em que és mais tu. És tu em todas as tuas cores e sombras.
O teu corpo não mente.