sexta-feira, 26 de junho de 2015

O corpo. Aquele corpo. O que é carne, mas também é sonho, fantasia e um fim em si mesmo. O corpo que nos lê na pele, os textos que escrevemos, em dialecto complicado, que tantos passam à frente, porque é tão mais fácil simplesmente abanar a cabeça em monossílabo. O corpo (a corpo) da guerra, do suor que escorre, das unhas cravadas, do verbo foder exasperado ao ouvido. O corpo da paz. Das águas calmas, depois da tempestade. O abraço que dá sentido até às contas impossíveis de fazer de cabeça. O parceiro mais hábil e insaciável, com o quem o jogo sempre recomeça...
Todos o procuram.