quinta-feira, 20 de abril de 2017


Corpo em desassossego...escrita frenética. 1+1=2. Simples.
Mas, por agora, nem é o corpo que me empurra os dedos sobre as teclas. Escrevo rapidamente frases e coisas que há muito guardo cá dentro, e mais rápido ainda as apago até sobrar apenas um enorme espaço em branco. Talvez o mesmo que me ficou, algures por aqui. A culpa...talvez seja minha, porque, mais uma vez, me deixo levar pelas minhas ânsias. O mal foi alguém ter-me dito, algures no tempo, que essa era a minha maior graça, ser assim, sem travão, tudo ou nada, um vendaval.
Eu sei que há algo por dizer, mas não tenho direito de o fazer. O bom senso ensinou-me que se as opiniões são minhas, só devo partilhá-las se ajudarem mais do que ferirem. E neste caso já consigo ver o sangue brotar, mal as palavras me saiam pela boca.
No sabor dos meus dias, prefiro pensar no balanço mais suave e doce da vida. Talvez um entusiasmo que nunca ninguém venha a conseguir explicar como surgiu e como se tornou tão forte ao ponto de estar guardado num lugar onde nada mais cabe, pelo menos para mim. Esqueço o lado cruel, esse, acho que nunca me pertenceu. Está para lá da beleza que vi (e ainda vejo) num afecto tão transparente como a água.