quarta-feira, 26 de abril de 2017


Ele sabe a histórias frescas, escritas à mão, e não a palavras que já mil leram antes de mim, por aí, num livro qualquer.
O cheiro dele é o de um corpo inquieto, pelas horas de madrugada, traído pelos pensamentos e apanhado no próprio veneno de inflamar desejos que consomem tudo o que encontram pela frente.
Aquece a minha pele fria, faz-me rir com a capa que veste, mas que não é a dele, porque o que verdadeiramente o rege é o que o queima por dentro. 
A forma como a mão dele me desenha, cala tudo o que penso em voz baixa, e faz-me gritar o quanto ainda não tenho o suficiente dele.


Ele não teme cortar-se nos cacos e com um inspirar calmo, constrói o puzzle, outra vez, peça por peça...