quarta-feira, 19 de abril de 2017


Eu sei que lês cada linha que eu escrevo. 
Quem sabe, agora, possa responder sobre como se faz isso de estar sempre nos impulsos de alguém ao ponto de ser quase uma obsessão.
A resposta, parece-me, talvez seja, nascer no teu corpo. Olhar, do jeito que olhas para as outras pessoas. A capacidade multidisciplinar do 8 e do 80, num equilíbrio tão ténue quanto a minha pouca vontade de te resistir.
Não escrevo para ti. Nunca escrevi para ninguém. Sempre fui egoísta o suficiente para me preocupar apenas com a minha satisfação, mas se a ruga na testa é sobre se penso em ti quando escrevo, sim, penso. Se as palavras tivessem cheiro, teriam o da tua pele.
Para ti serei sempre um enigma, em agradecimento por jamais entender a equação complicada que vai para além do teu peito.
Era demasiado fácil se isto fosse apenas uma questão de carne, não era?